sábado, 1 de setembro de 2012

Guidaco venator. Pterossauro da China com crista brasileira intriga cientistas


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Guidaco venator tinha 3 metros de envergadura e dentes enormes; animal viveu há cerca de 120 milhões de anos e seu fóssil foi encontrado na região de Jiufotang, em Liaoning

Pesquisadores brasileiros e chineses descobriram uma nova espécie de pterossauro, chamada de Guidaco venator, cuja tradução é espírito mal do dragão caçador. Por ter características semelhantes a de pterossauros do Brasil, como o Ludodactylus sibbicki (encontrado na Bacia do Araripe, na Formação Crato), a descoberta intriga os especialistas.

De acordo com o paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional e um dos autores da pesquisa, o normal seria haver semelhanças entre animais africanos e brasileiros, por causa da união entre os continentes naquela época. Ainda há muitas perguntas a serem respondidas.


- A grande questão é que esse fóssil não foi encontrado na África, mas na China. Mesmo assim, é semelhante ao (pterossauro) do Brasil. Isto é um paradoxo – diz Kellner, ressaltando que a biodiversidade destes animais voadores é grande e ainda muito desconhecida. - De onde vieram estes animais? De onde vem a forma brasileira? A origem talvez esteja na China. De lá, pode ter ido para a África e, finalmente, chegado ao Brasil. Tenho como provar, não? Vamos continuar a pesquisa e o trabalho de campo.

A semelhança principal entre o pterossauro chinês e o brasileiro é a crista. A nova espécie tinha dentes considerados grandes, que, mesmo com a boca fechada, ficavam aparentes. Há indícios de que se alimentavam de peixes. O animal chegava a medir três metros de uma asa a outra.

O trabalho será capa da edição de abril da “Naturwissenschaften”, principal revista alemã de ciências naturais. O fóssil do réptil voador, que viveu há cerca de 120 milhões de anos (período cretáceo), foi encontrado no nordeste da China, na região de Jiufotang, em Liaoning.

Além de Kellner, assinam a pesquisa os pesquisadores chineses Xiaolin Wang, Shunxing Jiang e Xin Cheng, da Academia Chinesa de Ciências.

oglobo.globo.com

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