sábado, 4 de agosto de 2012

LIpizzano. Cavalos mais bonitos da Europa fazem espetáculo na Eslovênia


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Cavalos mais bonitos da Europa fazem espetáculo na Eslovênia
Os cavalos mais valiosos ficam em um estábulo do século 18. Mas todos os cavalos lipizianos recebem tratamento especial.

Hoje a Eslovênia é um país tranquilo. Mais ou menos dois milhões de habitantes. Depois de meses de muito frio, dá pra perceber em cada rosto a felicidade de poder viver ao ar livre. As pessoas andam tranquilamente pelas ruas a qualquer hora.

À noite o clima é romântico. Nos bares e cafés, luz de velas. Na capital Liubliana, é comum uma chuva repentina, que mostra outro lado da beleza dessa cidade.

Na Eslovênia o índice de criminalidade é muito baixo. No ano passado foram registrados 16 homicídios. Noticia que dá primeira página de jornal é igual a essa: “Ataque de urso”. A notícia diz que durante o fim de semana tinha um rapaz caminhando, veio um urso, chegou atacou, o rapaz ficou tão ferido que teve que ser levado ao hospital.

Dá pra entender tanto interesse por ursos nesse país. Eles estão por toda a parte. Existe até uma cidade conhecida como a cidade dos ursos. É Kocevje que tem apenas dez mil habitantes. Praticamente todas as casas são cercadas por florestas.

O Bojan Kocjan é o diretor do Departamento Florestal de Kocevjeska que tem a maior quantidade de ursos do país. De mais ou menos 450 que vivem no país, 250 vivem nesta região. Os ursos tentam atravessar de um lado pro outro, e acabam cruzando a cidade e chegando até as casas e às vezes atacando.

Ele conta que o último ataque na região foi num sítio. Stanislav vive na região a vida inteira e já cansou de ver urso. Só que duas semanas atrás, um urso atacou as ovelhas dele. Matou duas e uma ficou bastante ferida, ele tirou um pedaço da orelha.

A ovelha que sobreviveu está bem arredia. Outra escapou de um ataque.

Para entender por que os ursos se aproximam tanto de lugares habitados, foi feita uma grande pesquisa na faculdade estudos florestais da universidade de Liubliana. Foram três anos de trabalho.

Primeiro, os pesquisadores usaram anestésicos para capturar os ursos. Examinaram, mediram, pesaram.

Depois, os animais receberam um colar com um GPS, instrumento usado para localização e monitoração via satélite. O colar pesa 800 gramas e se quebra um ano depois de colocado.

Durante a pesquisa, 33 ursos foram acompanhados. Dois ainda carregam os colares. Quem comandou todo o trabalho foi o professor Klemen Jerina.

Ele explica que uma das conclusões desse estudo é que o urso tem uma memória extraordinária. Que ele lembra exatamente da onde vem o cheiro de comida, de restos orgânicos que as pessoas costumam deixar, quando fazem um piquenique, quando comem fora da casa, e ele vai lá em busca dessa comida e aí é que acontecem os ataques.

O governo permite temporadas de caça porque é preciso controlar o crescimento da população de ursos. No ano passado 70 foram abatidos.

Janes é filho de caçador. Passou a infância na floresta, mas não seguiu os passos do pai. Ele faz fotos. E também conseguiu filmar os ursos. Nossa equipe ficou curiosa, e quis ver os ursos também.

Ele leva comida e a equipe tem que fazer silêncio absoluto. O urso não enxerga bem, mas tem o olfato apuradíssimo e ouve muito bem. A comida é colocada num lugar mais alto porque o urso tem que subir pra tentar comer, porque se colocar num lugar baixinho outro animal, como o javali, por exemplo, vem e come a comida que ta sendo colocada por urso. O fotógrafo também espalha milho pelo chão. E encontra restos de animais. É um veado, é a carcaça de um veado que o urso atacou.

O tempo passa. Enquanto isso, os passarinhos fazem festa com a comida. Quase duas horas esperando e nada de urso. Foram quase 4 horas em uma casinha, em cima da árvore, esperando pra ver o urso, só que não deu. Paciência.

Sem conseguir ver o urso, a equipe do Globo Repórter foi em buscar de um animal que é símbolo da Eslovênia, em Lipica, terra dos cavalos lipizianos, uma raça é resultado da mistura de várias outras. Centenas de anos atrás os primeiros criadores queriam cavalos fortes para puxar carruagens e com inteligência para serem adestrados.

Para obedecer, o cavalo lipiziano precisa de muito silêncio. Ele não suporta agitação e movimentos bruscos. Espelhos enormes mostram o porte dos animais. Cavaleiros e amazonas treinam várias horas. Eles querem ser perfeitos.

Glória Maria perguntou ao mestre dos treinadores, Dusan Mezgec, quanto tempo é preciso pra que os cavalos estejam prontos para se apresentar. Ele explicou que são necessários entre 5 e 7 anos de treinamento. E disse que a dificuldade é fazer com que o cavalo aprenda a andar na transversal

É possível observar uma das principais características dessa raça: todos os cavalos nascem de cor bem escura. À medida que eles vão crescendo, os pelos vão caindo e eles vão ficando brancos. Tem potros que praticamente acabaram de nascer, há 2 semanas, 3 semanas.

Os cavalos mais valiosos ficam em um estábulo do século 18. Mas todos os cavalos lipizianos recebem tratamento especial.

Esses cavalos lipizianos treinam todos os dias, praticamente a vida inteira, pra shows. Turistas vão lá só pra ver a exibição desses cavalos.

Os cavalos lipizianos se apresentavam no século 16. E continuam fazendo o mesmo espetáculo em pleno século 21.

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