sexta-feira, 27 de julho de 2012

Mulheres precisam dar mais atenção para a menopausa


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Mulheres precisam dar mais atenção para a menopausa
Ao atingir a menopausa, a mulher deixa de produzir o estrogênio, hormônio que protege os vasos sanguíneos e ajuda a prevenir alterações vasculares. "Com a falta desse hormônio e perda desse fator protetor, as mulheres passam a ter mais rigidez dos vasos, o que contribui para a hipertensão arterial", explica a nefrologista Kátia Ortega, da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Fatores que determinam a idade da menopausa
Muitas pessoas acreditam que exista relação direta entre a menarca (1.ª menstruação) e a menopausa. Ou seja, que a mulher que menstruar mais cedo, vai entrar na menopausa mais tarde. Porém, isso não passa de um grande mito. Não existe nenhuma relação científica comprovada entre a menarca e a menopausa. A explicação é a seguinte: a mulher nasce com número de células pré-estabelecidas. A menopausa é cientificamente quando os ovários não têm mais óvulos para liberar e acaba a produção do estrogênio estradiol, que é o hormônio mais atuante na fase reprodutiva da vida feminina. Então, se ela já nasce com um número pré-determinado de células, é isso que determina a idade em que ela entrará na menopausa.

Fatores como cistos e outras adversidades no corpo da mulher podem influenciar no número de óvulos liberados e adiantar ou atrasar este processo, por exemplo.

O número de gestações, o fato de ter amamentado ou não e a idade da última gravidez também nada influem na idade da menopausa. A única associação, confirmada por estudos científicos, é que mulheres obesas podem ter sua última menstruação ligeiramente mais tarde. Mulheres fumantes, ou que nunca tiveram filhos ou que têm histórico de depressão estariam sujeitas a entrar na menopausa dois a três anos mais cedo, segundo as pesquisas.

Os hábitos alimentares e o estilo de vida são os outros fatores que interagem com a herança genética para determinar a idade da menopausa. Inclusive, fatores geográficos também influenciariam.

Para saber se a mulher realmente está na menopausa, segundo a Organização Mundial de Saúde, é ter a ausência da menstruação por 12 meses. O importante é sempre ter acompanhamento de um médico e decidir qual o melhor tratamento a ser feito após a constatação.

Dieta pode eliminar sintomas da menopausa

Estudo publicado no periódico Menopause, mostra que a perda de peso – resultado de uma dieta com baixo teor de gordura e rica em frutas e vegetais – reduz ou até elimina as ondas de calor e os suores noturnos, sintomas comuns da menopausa.

Embora estudos anteriores tenham mostrado que o ganho de peso está associado aos sintomas da menopausa, os autores afirmam que esta é a primeira vez em que o emagrecimento atrelado a uma determinada dieta é relacionado à melhora destes problemas.

Participaram do levantamento mais de 17,4 mil mulheres de 50 a 79 anos que já haviam passado pela menopausa. Após acompanharem as participantes por cinco anos, os autores descobriram que aquelas que emagreceram ao menos 4,5 quilos no período do estudo — e que também não faziam terapia hormonal e comiam menos gorduras e mais cereais integrais, frutas e vegetais — apresentaram mais chances de reduzirem ou eliminarem os sintomas da menopausa do que as mulheres que mantiveram o peso.

Segundo Candyce Kroenke, que coordenou o estudo, as mulheres tendem a ganhar mais peso com a idade, e a prevenção do aumento do peso pode ser usada como estratégia viável para amenizar os suores noturnos e as ondas de calor. Ela explica que quanto mais o corpo acumula gordura, maior é o isolamento de sua temperatura, e que esses sintomas são uma maneira de o corpo dissipar o calor.

No entanto, ela ressalta que são necessárias mais pesquisas para compreender melhor a relação entre dieta, peso e estes sintomas da menopausa. “O impacto benéfico de uma dieta saudável sozinha (independentemente da mudança de peso) pode também ajudar a melhorar os sintomas”, finaliza.

Menopausa precoce associada a um maior risco de fraturas, osteoporose e mortalidade

As mulheres que entram na menopausa precocemente são quase duas vezes mais propensas a sofrer de osteoporose, no futuro, sugere uma nova pesquisa publicada no BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology.

O estudo sueco procurou analisar os efeitos, a longo prazo, da menopausa precoce sobre o risco de mortalidade, de fraturas e de desenvolver osteoporose. Assim, recolheu dados por um longo tempo, iniciando em 1977, quando 390 mulheres foram recrutadas para o Malmo Perimenopausal Study, um estudo observacional, onde as mulheres foram acompanhadas a partir dos 48 anos de idade.

As participantes do estudo foram divididas em duas categorias: mulheres que entraram na menopausa antes dos 47 anos e mulheres que entraram na menopausa após os 47 anos ou mais tarde. Na época, a densidade mineral óssea das mulheres foi mensurada.

Ao completarem 77 anos, todas as mulheres participantes do estudo deveriam ter sua densidade mineral óssea reavaliada. Nesta altura do estudo, 298 participantes ainda estavam vivas, 92 tinham morrido e 100 mulheres haviam se mudado ou se recusado a participar posteriormente do estudo, restando, assim, 198 mulheres para acompanhamento efetivo dos pesquisadores.

O estudo constatou que com 77 anos de idade, 56% das mulheres com menopausa precoce apresentavam osteoporose, em comparação com 30% das mulheres com menopausa tardia. As mulheres que entraram na menopausa precocemente também apresentavam um maior risco de fratura, mais fragilidade óssea e uma probabilidade maior de mortalidade.

A taxa de mortalidade foi de 52,4% no grupo com menopausa precoce em comparação com 35,2% no grupo com menopausa tardia. A taxa de incidência de fraturas foi de 44,3% no grupo com menopausa precoce em comparação com 30,7% no grupo com menopausa tardia.

Os resultados deste estudo sugerem que a menopausa precoce é um importante fator de risco para osteoporose, fraturas por fragilidade óssea e mortalidade feminina em uma perspectiva de longo prazo. Este é o primeiro estudo prospectivo, com um período de acompanhamento de mais de três décadas a se aprofundar neste tema, destaca o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

Menopausa precoce x osteoporose

Um relatório recente da Sociedade Britânica de Menopausa alertou que alguns médicos ainda desconhecem a necessidade de proteger as mulheres com menopausa precoce contra doenças futuras. A entidade pediu a criação de um registro nacional de todas as pacientes com menopausa precoce no País, visando assegurar que elas recebam aconselhamento correto e acompanhamento médico apropriado.

A menopausa precoce pode aumentar o risco de uma mulher desenvolver osteoporose, pois a queda nos níveis de estrogênio resulta inevitavelmente em perda óssea. Estima-se que a mulher perca até 10 % da sua massa óssea nos primeiros cinco anos após a menopausa. Para reduzir o risco de desenvolver osteoporose, é preciso também fazer mudanças no estilo de vida, tais como modificações na dieta (que deve se rica em cálcio) e a realização de exercícios físicos regularmente, explica Sergio Lanzotti, que também é o idealizador da V Caminhada de Combate à Osteoporose, evento que acontece em outubro, na Mooca, na cidade de São Paulo.

O reumatologista destaca, que além das mudanças no estilo de vida, o acompanhamento médico apropriado é essencial para garantir o envelhecimento saudável, após a menopausa precoce. Hoje, os tratamentos médicos disponíveis hoje incluem: o uso de bisfosfonatos, o uso de Moduladores Seletivos do Receptor de Estrógeno (MSREs), a Terapia de Reposição Hormonal (TRH), o uso de vitamina D e cálcio, o emprego de ranelato de estrôncio, o Denosumab e ainda o emprego de terapias potenciais e do hormônio da paratireóide, enumera o reumatologista.

Cada tipo de tratamento para a osteoporose tem vantagens e riscos associados. Estes precisam ser amplamente discutidos com cada paciente, antes de iniciar o tratamento. A escolha do tratamento deve ser feita depois de considerarmos cuidadosamente a idade da paciente, seu histórico de saúde e seus fatores de risco para fraturas, explica Sergio Lanzotti.

Os piores alimentos para as mulheresSaiba quais são as comidas e bebidas que podem influenciar negativamente a saúde
As mulheres já sabem que TPM, menopausa, retenção de líquido e estresse já são problemas normalmente difíceis de aguentar. O que muitas não sabem é que alguns alimentos podem piorar os sintomas.

Por isso, o BOM DIA convidou uma nutricionista e uma nutróloga para listarem os piores alimentos à saúde feminina.“Todas nós sabemos que a vida da mulher não é fácil. Temos TPM, depois a menopausa, nosso intestino é mais constipado, temos a preocupação com a estética, problemas ginecológicos. Esses alimentos não estão proibidos, mas devem ser evitados”, afirma a nutricionista Djanine Tonial, do IPC (Instituto Paulista de Cancerologia).

É sempre bom não exagerar nessas comidas e bebidas, mas um cuidado especial deve ser tomado nos dias próximos à menstruação. “Na época da TPM, evite doces e refrigerantes. Se não puder resistir, prefira o chocolate amargo, que é rico em serotonina e cafeína, acalma e faz bem ao coração. O ideal são 50 gramas ao dia”, explica a nutróloga Sylvana Braga.

Para aquelas que já estão próximas da menopausa, a nutróloga dá mais dicas. “Evite gorduras, frituras e doces. Neste período, acontece uma baixa dos hormônios estrogênio, progesterona e testosterona. Por isso, o metabolismo fica mais lento e é maior o aumento de peso. O acúmulo de gordura abdominal também favorece o surgimento do câncer, mais frequente na menopausa”, alerta Sylvia.

Lista da nutróloga

ÁLCOOL EM EXCESSO
Aumenta a gordura no fígado, causando  esteatose,  que pode levar a inflamações no fígado e até mesmo cirrose.

FRITURAS
Elevam o LDL, que é o mau colesterol, a principal causa
das doenças coronarianas cardíacas.

MASSAS BRANCAS
Elas aumentam a glicemia e o colesterol, o que pode influenciar em diversas doenças.

DOCES
Ricos em açúcar, farinha branca, ovos e gorduras, eles elevam o colesterol, a glicose e retardam o metabolismo basal.

FARINHA BRANCA
Retarda a ação da insulina, que é  responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue).

AÇÚCAR BRANCO
Eleva a glicose no sangue, aumenta a gordura corporal e o triglicérides. Dê preferência ao açúcar mascavo.

SALGADINHOS
Além de aumentar o colesterol e a glicemia, os salgadinhos também interferem no ácido úrico.

FOLHADOS
Acumulam gordura corpórea, glicemia, LDL e gordura no sangue. Um perigo para a saúde, especialmente na menopausa.

PÃES BRANCOS
Aumentam a massa gordurosa corporal, que influencia no surgimento
do câncer.

TORTAS
Elas facilitam o desequilíbrio da flora intestinal, causando a disbiose, relacionada a diarreias e alergias alimentares.

Lista da Nutricionista

FRITURAS
Os alimentos fritos, cheios de gorduras, aparecem de novo na lista por favorecerem o acúmulo de tecido adiposo.

CREME DE LEITE
Também pela alta dose de gordura, o creme de leite deve ser evitado, principalmente para fugir da celulite.

ARROZ BRANCO
O alimento altera o pH intestinal, por isso é bom dar preferência ao arroz integral,  que é mais saudável.

CAFÉ E CHÁ MATE
São bebidas estimulantes que pioram a temida ansiedade, comum durante as TPMs e a menopausa.

CARNES
Podem aumentar o risco de câncer de mama em mulheres que já passaram da menopausa.

BISCOITOS
Além de serem cheios de açúcar, eles também prejudicam o equilíbrio
intestinal da mulher.

PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS
Com alto teor de sódio e conservantes, agravam a retenção de líquidos.

REFRIGERANTES DE COLA
Cheios de cafeína, os refrigerantes de cola também pioram a sensação de ansiedade.

SAL
Favorece a retenção de líquidos, especialmente em mulheres no período pré-menstrual e na menopausa.

SUCOS INDUSTRIALIZADOS
Também desequilibram as bactérias do intestino, o que facilita o surgimento da candidíase.



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