domingo, 29 de julho de 2012

Medicina. 10 casos médicos bizarros


TV's LCD, Home Theater, Celulares, Som Portátil
(Mais) 10 casos médicos bizarros 

Uma das coisas que médico algum pode dizer é “já vi de tudo nessa vida”: a medicina está lotada de doenças inexplicáveis e tratamentos exóticos. Confira a seguir uma seleção de casos especialmente curiosos:


10 – TRANSPLANTE FECAL
--> Sangue? Órgãos? Não: o que salvou a vida da canadense Marcia Munro foi um transplante de fezes. Esse tratamento pouco convencional é usado em último caso para combater a superbactéria Clostridium, que pode causar diarreia intensa e outras complicações.
O “material” recolhido de um doador saudável é tratado e introduzido no intestino do paciente através de um enema – um tubo introduzido você-sabe-onde. Ao chegar no local, as bactérias do doador matam a Clostridium, algo que nem fortes antibióticos conseguem fazer.

"Ele me curou ', diz mulher Toronto

Marcia Munro, de Toronto, recebeu um transplante fecal de sua irmã Wendy Sinukoff depois de sofrer de C. difficile por 14 meses. "Este procedimento curou-me .... Eu sei que muitas pessoas morrem de C. difficile e eu quero que as pessoas saibam que há esperança quando você tem essa doença."- Marcia Munro

"Eu tive que recolher amostras de fezes durante cinco dias antes da nossa partida para Toronto, e eu recolhi em um recipiente de sorvete e mantive-as na geladeira", disse Sinukoff.
9 – O MITO DO “SACO DE VIOLONCELO”
Por mais de 30 anos, médicos ingleses acreditaram que tocar violoncelo durante muito tempo podia prejudicar as “partes baixas” de um músico.
Depois de ler um artigo sobre o “Mamilo de Violão” (doença que atinge mulheres que passam muito tempo tocando violão e ficam com a pele dos seios irritada pelo contato com o instrumento), a Dra. Elaine Murphy e seu marido, J. M. Murphy, acharam que era brincadeira e resolveram inventar uma doença parecida. Eles escreveram um artigo em 1974 sobre o “Saco de Violoncelo”, que foi publicado pelo célebre British Medical Journal, um dos mais famosos da Europa.
O artigo convenceu tanta gente que muitos médicos citavam a doença como se fosse verdadeira – um deles chegou a debater se o problema seria causado pela cadeira ou pelo instrumento musical. Em 2009, para o alívio de muitos violoncelistas, a Dra. Murphy admitiu a brincadeira.
8 – O HOMEM QUE OUVIA O PRÓPRIO CORPO
Se você reclama daquele vizinho que faz festas barulhentas toda semana, imagine o tormento que seria passar o dia todo ouvindo sons emitidos por… você mesmo. Coração batendo, intestino funcionando, juntas estalando. O inglês Stephen Mabbutt era capaz de ouvir até mesmo seus olhos girando nas órbitas!
O bizarro sintoma (chamado “autofonia”) é causado pelo afinamento ou ausência de um osso específico no ouvido interno. Não bastasse a barulheira eterna, Mabbutt também tinha dores de cabeça constantes e vertigem causada por barulhos altos. Em 2011, fez uma cirurgia e finalmente conseguiu dormir sossegado.

Homem que podia ouvir seus próprios olhos se deslocando é curado após seis anos de agonia

Um homem com uma condição médica que significava que ele ouvia os seus olhos se moverem em suas órbitas foi curada.

Stephen Mabbutt, 57, de Charlton, perto de Banbury, também ouvia seu próprio coração batendo  estava achando cada vez mais difícil ouvir o mundo ao seu redor.

O otorrinolaringologista Richard Irving diagnosticou a Síndrome de Deiscência de Canal Semicircular Superior (SCDS) e realizou a cirurgia.

Sr. Mabbutt disse à BBC: "É feito uma grande diferença para a minha vida eu me sinto uma pessoa diferente todos os sentidos.".

Ele sentiu os sintomas da SCDS pela primeira há seis anos, sob a forma de uma dor incômoda na lateral da cabeça.

GPs sucessivas tratou com sprays nasais e antibióticos, mas sua audição deteriorada.

Ele, então, experimentou novos sintomas - barulhos causados ​​tontura e sua visão pulsava a cada ritmo de sua fala.  "Quando eu levantei a minha voz que eu pudesse ouvi-lo ecoando na minha cabeça e as vibrações fizeram vibrar a minha visão.

"Eventualmente, eu podia ouvir as batidas do meu coração e meus olhos se movendo em suas órbitas. Foi muito perturbador."

Condição rara
Ele acabou sendo referido Martin Burton, um cirurgião da Oxford Radcliffe Hospital, que ajudou a estabelecer a orelha Cochrane, Nariz e Garganta Grupo Disorders.

Sr. Burton realizou uma tomografia computadorizada e notou perfurações dentro dos canais semicirculares do ouvido dentro do Sr. Mabbutt. Ele, então, trouxe para a atenção de Richard Irving na Clínica Ear Birmingham.

Sr. Irving diagnosticado SCDS, uma condição rara descoberta pelo cirurgião americano Lloyd B Minor, em 1995.

-->
Ele disse: "Pode haver uma incidência anual de um em 500.000 anos um na população do Reino Unido.

"Os sintomas incluem perda auditiva e problemas de equilíbrio, principalmente provocada por ruídos altos ou mudanças de pressão na cabeça.

"Eu tive um paciente que caiu quando eles desataram a rir.

"Você ouve todos os sons interiores do corpo particularmente alto.

"Os músculos reais que movem os olhos estão ligados aos ossos do crânio e há um elemento de atrito como estes se movem os músculos. Alguns pacientes, como seus olhos se movem de um lado para o outro, ouvir que o movimento de fricção do músculo como um ruído em sua orelha.

SCDS afeta os canais semicirculares no ouvido (direito), causando sons do corpo de interiores para ser ouvido em voz alta
"Ele destrói a sua qualidade de vida.

"Os sintomas eram tão confusa que aqueles de nós na profissão médica apenas arranhou nossas cabeças e não entendê-lo até que este foi descrito."

A operação para curar o problema envolveu uma incisão 5 centímetros (2 pol) por trás da orelha, fazendo um canal através do osso para encontrar o "órgão equilíbrio" e usando próprio osso do paciente para criar uma vedação em torno do defeito.

Os resultados para o Sr. Mabbutt eram de mudança de vida.

Ele disse: "Eu estava apenas esperando e esperando que alguém iria colocar seu dedo sobre ele em algum ponto e me diga o que estava acontecendo.

"Foi conseguindo me derrubar não saber o que era e se poderia ou não ser curado.

"Estou ótimo agora. Eu sinto que tenho uma nova vida. Eu tenho mais energia e me sinto mais brilhante. É uma diferença incrível."

SCDS afeta apenas uma em cada 500.000 pessoas no Reino Unido e só foi descoberto há uma década.

Ela ocorre quando parte do osso que cobre os canais semicirculares está faltando, o que expõe os debaixo de membrana sensíveis. 

7 – DENTE NO NARIZ
Durante cinco anos, o chinês Feng Fujia teve dificuldades para respirar. Quando finalmente resolveu procurar tratamento, ficou chocado ao descobrir que o problema era causado por um dente… dentro de seu nariz!
Os médicos que trabalharam no caso sugerem que o dente fora “empurrado” para cima quando Fujia era pequeno e foi crescendo lentamente. A cirurgia foi um sucesso.

Yongkang, província de Zhejiang, na China -. Os médicos descobriram que um homem que visitou o hospital devido a dificuldades respiratórias tinha um dente crescendo em sua narina

De acordo com o Feng Fujia, 21 anos, ele sofreu com problemas com o nariz para os últimos cinco anos. No entanto , devido às precárias instalações médicas em sua cidade natal, ele nunca foi capaz de encontrar uma resposta. Ele comenta:
"Recentemente, o problema ficou pior e pior, e meu nariz é tão fedorento que os meus colegas de trabalho ficam longe de mim." Desesperado, Feng visitou um hospital em Yongkang, Província de Zhejiang no leste da China por ajuda. Raio-X revelou um objeto incomum em sua narina e os médicos, quando ficaram chocados ao descobrir que era um dente. Os médicos disseram que possivelmente durante o período início de transição dental, Feng comeu alguma coisa dura que pressionou um dente superior em sua narina. "É como empurrar uma semente de árvore em outro lugar e depois de muito tempo a semente começou a germinar e crescer. Como dentes crescem muito lentamente, ele só poderia ser descoberto anos mais tarde brotando na narina. "O dente de Feng Fujia foi retirado do nariz 

6 – SUOR E… SANGUE
Uma condição (no mínimo) assustadora dificulta a vida da jovem Twinkle Dwivedi, uma estudante indiana. Sem qualquer motivo aparente, ela começa a sangrar pelos poros e por várias partes do corpo. O fenômeno ocorre várias vezes por dia e, embora não cause dor, deixa a jovem Dwivedi em situação complicada.
Diversos médicos já estudaram seu caso, mas até agora ninguém sabe a causa – e muito menos a cura.
5 – FIGURAS DE LICHTENBERG
Também conhecidas como “Lightning Flowers” (“Flores de Raio”), as Figuras de Lichtenberg são desenhos ramificados que aparecem em um material isolante atingido por um raio. As figuras também surgem (embora raramente) na pele de pessoas que sobreviveram ao serem atingidas, e podem levar horas ou dias para sumir.
Mais estranho do que os desenhos (cujas causas ainda são desconhecidas) é o fato de as vítimas terem sobrevivido a uma descarga elétrica tão forte, para começo de conversa, com pouco ou nenhum ferimento.
4 – UMA MONTANHA DE PEDRAS NOS RINS
Em dezembro de 2009, uma equipe de médicos retirou 172.155 pedras do rim esquerdo da indiana Dhranraj Wadile, que reclamava de fortes dores havia seis meses.
Aparentemente, Wadile nasceu com uma rara condição na qual o rim fica numa posição errada e não funciona como deveria. As pedras variavam de 1 milímetro a 2,5 centímetros de diâmetro, e eram tantas que foi necessário um mês para contá-las.
3 – UMA JOVEM IDOSA
Quem olha para a jovem vietnamita Nguyen Thi Phuong pensa que ela já é uma senhora de 70 anos, quando, na verdade, ainda não chegou nos 30. O problema começou em 2008, depois de um tratamento para sua alergia a frutos-do-mar. Pouco a pouco, sua pele foi perdendo a elasticidade e se tornando pálida e enrugada.
Há diversas teorias para sua condição, mas nenhuma explicação definitiva foi encontrada até agora.
2 – BEAUMONT, O “PAI DA FISIOLOGIA GÁSTRICA”
Em junho de 1822, o viajante Alexis St. Martin, de apenas 20 anos, levou um tiro de mosquete na barriga. Para sua sorte (ou não, como veremos em seguida), ele foi rapidamente tratado pelo cirurgião William Beaumont, do Exército dos EUA. Durante 17 dias, parte dos alimentos ingeridos por St. Martin saía pelo ferimento. No 18º dia, a comida parou de “escapar”, mas o buraco (fístula) continuava ali.
O Dr. Beaumont, vendo a oportunidade, passou os 11 anos seguintes estudando o caso e fazendo experimentos com St. Martin, como colocar alimentos diretamente na fístula e observar a digestão. St. Martin, que era analfabeto, foi convencido a assinar um contrato de trabalho e se tornou empregado do médico. Naquela época, pouco se sabia sobre os processos digestivos, e Beaumont fez várias descobertas, em especial o papel do intestino e do suco gástrico. Os estudos foram publicados em 1838.
Depois da longa “parceria”, St. Martin voltou para sua casa, no Quebec, e Beaumont ficou conhecido como “Pai da Fisiologia Gástrica”.
1 – DAVID VETTER, O “MENINO BOLHA”
Todo mundo conhece alguém que adoece facilmente ou tem várias alergias. O pequeno David Phillip Vetter, porém, chegava ao extremo: portador da Síndrome de Deficiência Imunológica Severa Combinada (SCID em inglês), ele teve de passar quase toda a sua vida isolado em uma bolha esterilizada, que o protegia de vírus e bactérias.
Em 1984, aos 12 anos, Vetter recebeu um transplante de medula que, ao invés de curá-lo, causou sua morte – o material estava contaminado com um vírus difícil de ser detectado.
Embora trágica, sua história motivou vários debates sobre o isolamento de pacientes com SCID e suas possíveis consequências psicológicas. Felizmente, os avanços da medicina tornaram o isolamento desnecessário.[Listverse]



Brasileira que chora sangue intriga os médicos
Pancada na cabeça pode causar o problema

Débora Oliveira dos Santos, de 17 anos, afirma
sangrar pelos olhos 
A garota Débora, de 17 anos, representa um fenômeno raro e difícil de explicar: ela sangra quando chora. O problema começou há cerca de um ano – de acordo com a família dela, os sangramentos começaram primeiro no nariz, depois pela boca e ouvido e finalmente pelos olhos. 

A menina morava em Cocal, no Piauí, mas foi levada para São Paulo na esperança de encontrar uma resposta para o problema. A adolescente conta que sofre muito com o problema, apesar de não sentir dor. 

– É difícil para mim, eu não acho que tenho uma vida normal por causa disso. Eu não posso ter uma discussão em família, uma briga. Ou meu irmão joga uma piada, começo a ficar nervosa, começa a sangrar.

O ato de chorar sangue é muito raro, mas já foi estudado pela medicina e recebeu o nome hemolacria. No caso de Débora, os médicos preferem não usar essa palavra, porque ela não chora sangue no lugar das lágrimas, mas sim lágrimas misturadas com sangue. Além disso, muitas vezes o sangramento ocorre mesmo quando Débora não está chorando. 

Estudos médicos mostram que alguns casos de sangramento pelos olhos e outras partes do corpo podem ser provocados por deficiência na coagulação do sangue ou no sistema circulatório. Outras possibilidades são um tumor no cérebro, uma forte pancada na cabeça ou um trauma emocional. 

No caso de Débora, os médicos descobriram uma pista importante: um trauma que ela sofreu aos 14 anos, quando morava no Piauí. Ela teria sido agredida pela patroa quando trabalhava como babá. 

Antonio Carlos Lopes, médico da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que analisou o caso de Débora, diz acreditar que pode haver uma relação entre o sangramento e a agressão que a jovem sofreu no passado. 

– A impressão que se tem, pelo que ela conta, é que deve existir algum tipo de má formação vascular como consequência do trauma que ela recebeu. 

Mas, para fazer um diagnóstico definitivo, ele prefere esperar o resultado final dos exames, que devem ficar prontos nesta semana. 

Problema já foi registrado no Brasil 

Casos parecidos com o de Débora já foram registrados no Brasil e no mundo. No ano passado, a agricultora Quitéria Calixto de Lima procurou o Hospital de Caririaçu, no interior do Ceará. Ela sentia fortes dores de cabeça e chorava sangue. 

Quitéria foi submetida a vários exames. Misteriosamente, nada que explicasse o sangramento foi encontrado. Os médicos recomendaram que a agricultora fosse internada. Ela se recusou e, por isso, a hipótese de fraude ganhou peso. 

Nos Estados Unidos, Calvino Inman chora sangue há dois anos. Segundo ele, os olhos queimam e o sangue começa a escorrer pelo canal das lágrimas. O jovem, de dezessete anos, vive com a mãe no Estado do Tennessee e faz tratamento para controlar a perda de sangue. Calvino nunca sofreu qualquer trauma ou impacto que pudesse provocar a hemolacria. Até hoje, os médicos não conseguiram descobrir porque ele chora sangue. 

O caso da indiana Twinkle Dwivedi, de 15 anos, é um dos mais impressionantes. A menina perde sangue pelos olhos e pela pele desde os onze anos de idade. Ela mora com a mãe e as três irmãs em uma pequena cidade no norte da Índia. O pai é ferroviário e quase não fica com a família. 

Twinkle diz que já chegou a sangrar mais de 50 vezes em um só dia. Mãos, cabeça, pescoço, sola dos pés: a menina sangra pelo corpo todo, de forma inesperada, a qualquer hora. 

A irmã mais velha conta que Twinkle foi levada ao melhor hospital da cidade. Lá, disseram que ela não tinha nada e que o sangue era apenas uma maneira de chamar a atenção. O caso da garota indiana despertou o interesse de um dos maiores especialistas do mundo em doenças do sangue, o americano George Buchanan. 

Ele foi até a Índia para examinar a menina. O primeiro encontro entre o médico e a paciente foi no quarto de um hotel. A consulta estava marcada para o dia seguinte, mas o especialista foi chamado às pressas porque a menina estava passando mal. 

Twinkle reclamava de dores na parte de trás da cabeça: o couro cabeludo dela estava cheio de sangue. O especialista analisou o histórico médico da adolescente, fez testes de coagulação do sangue e exames clínicos. 

Como não encontrou nada, ele passou a desconfiar de que o sangue no corpo da menina seria falso ou de outra pessoa, mas não era. No dia seguinte, Twinkle voltou a sangrar, dessa vez pelos olhos. 

O médico foi examiná-la e percebeu que o sangue não saía dos canais lacrimais. Desconfiado, perguntou se Twinkle havia colocado sangue no próprio rosto. Ela disse que não e a mãe ficou irritada. 

As duas discutiram com o especialista e negaram qualquer tipo de farsa. Depois da longa investigação, o médico levantou a duas hipóteses: a menina teria uma doença jamais vista em outra pessoa e, por isso, ninguém descobriu a causa do sangramento. 

A segunda hipótese é que a mãe de alguma maneira induziria a filha a sangrar. Até hoje, o caso da menina indiana permanece um mistério. [R7]

TV's LCD, Home Theater, Celulares, Som Portátil

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sinta-se livre para deixar um comentário educado... O seu comentário poderá levar alguns minutos para ser exibido.