quinta-feira, 10 de maio de 2012

Preconceito? Transexual é barrado em presídio de Vila Velha e diz que foi humilhado por agentes


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O transexual Gleison Silva Goes, conhecido como Daniela, foi barrado ao tentar fazer um visita no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha, localizado no complexo penitenciário do Xuri. Ele disse que foi vítima de preconceito por estar com roupas de mulher.

Segundo a vítima, ela estava com uma saia um pouco acima do joelho, mas foi impedida de entrar na unidade. Ela retornou ao carro, colocou uma calça e mesmo assim não teve a entrada liberada pelos agentes que, segundo seu depoimento, lhe ofenderam pela sua orientação sexual.

"Eles gritaram comigo, me humilharam na frente das pessoas. Me senti um lixo. O fato de eu ser um transexual, um travesti ou seja lá o que for eu mereço respeito. Tenho direito como qualquer pessoa".
Ao chamar a polícia e ser encaminhado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) do município, o delegado Aeliston Santos de Azevedo identificou uma adulteração em sua Carteira de Identidade. Ao invés da foto original, Daniela havia colado uma outra, mas vestida de mulher.

Ela disse que fez a mudança para evitar constrangimentos, já que atualmente tem aparência feminina e a foto é de quando ainda possuía comportamento masculino. Daniela disse que não sabia que essa alteração no documento era considerado crime.

Em entrevista, afirmou que vai contratar um advogado para entrar na Justiça. De acordo com o delegado, não houve discriminação no caso. O transexual foi enquadro no crime de falsificação de documento, assinou o termo circunstanciado e liberado em seguida.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça (Sejus) informou que Daniela chegou à unidade com roupa decotada, o que é proibido para qualquer pessoa. Ainda de acordo com a Sejus, ao ser informado de que não poderia entrar, o transexual se exaltou e ofendeu um dos agentes penitenciários com palavras racistas.

A polícia foi chamada e conduziu o transexual para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha, onde foi descoberto que ele estava com a identidade adulterada. A assessoria da Sejus disse ainda que o agente dará queixa contra Daniela por racismo.



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