terça-feira, 15 de maio de 2012

Pesquisa identifica gene ligado a câncer de pênis


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Gene ligado a câncer de pênis


Alguns cânceres estão ligados à deficiência da proteína "P53", que atua como "guardiã" do DNA celular e é dependente do gente TP53

Uma pesquisa brasileira identificou uma mutação genética que está ligada aos casos mais graves e agressivos do câncer de pênis. A descoberta deve levar a tratamentos mais precisos, com menor risco de reaparecimento dos tumores.

Rafael Malagoli, pesquisador do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo, constatou que a proteína "P53" desaparecia nos casos mais agressivos de câncer. Em um organismo saudável, ela atua como uma "guardiã" do DNA celular. Se houver alteração nesse material, cabe a essa proteína identificar o problema e fazer com que a célula morra.

Essa função é fundamental na defesa do corpo contra o câncer, pois as alterações do DNA podem levar ao surgimento de tumores. Se a célula cancerosa não morrer logo, o câncer pode se espalhar.

Alguns cânceres estão ligados à deficiência dessa proteína. Para que essa proteína funcione normalmente, ela depende de um gene, o TP53. A ausência é explicada, portanto, por um problema desse gene. (G1)

Câncer de pênis é incomum, mas, quando é diagnosticado, é psicologicamente devastador para o paciente e, muitas vezes representa um desafio para o urologista. Condições benignas, pré-malignas e malignas devem ser diferenciadas. Carcinoma de células escamosas do pênis, o tumor maligno mais comum do pênis, se comporta de forma semelhante ao carcinoma de células escamosas em outras partes da pele. Metástase, que ocorre com este tipo de carcinoma quando o diagnóstico ou o tratamento é retardado, é geralmente letal. Este é um câncer de crescimento lento em seus estágios iniciais, e porque raramente interfere com a micção ou função erétil, os pacientes não se queixam até que a dor ou uma descarga do câncer ocorre. Por esta altura, o câncer geralmente progrediu de ser superficial para invasiva.

Os pacientes com carcinoma do pênis tendem a atrasar em busca de atenção médica, com 15 a 50% atrasam a procura de um médica para mais de 1 ano desde o início. Este atraso é atribuído à vergonha, culpa, medo, ignorância e negligência pessoal. Os pacientes muitas vezes tentam se tratar com cremes para a pele e diversas loções. Estes podem aparecer para ser eficaz durante um tempo, o que mais retarda o diagnóstico e piora o prognóstico.

Atrasos podem também ser atribuíveis ao médico. Alguns pacientes com câncer de pênis relatam que eles recebem várias pomadas e antibióticos de seus médicos co cuidados primários, antes de ver um urologista. Um atraso no diagnóstico e terapêutica não só afeta a probabilidade de sobrevivência, mas também limita a capacidade de obter um funcionamento e um resultado estético satisfatório. Quase 25% das lesões penianas displásicas ou neoplásicas são diagnosticadas como sendo benigno.

A biópsia deve ser considerada em qualquer incircunciso que se apresenta com uma lesão peniana. Estas tendem a originar sobre a glande do pénis e da superfície inferior do prepúcio. Muitas condições benignas podem ser encontrados nesta área, e apenas uma biópsia pode esclarecer o diagnóstico.

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