sábado, 19 de maio de 2012

Dilma Jane, mãe da presidente Dilma. Conheça essa simpatia de senhora


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Dilma Jane, mãe da presidente Dilma. Conheça essa simpatia de senhora



A mãe e a tia da presidenta eleita do Brasil
"Dilminha nunca me deu trabalho"Mãe da presidente eleita, de 86 anos, diz que ela, sim, é a "verdadeira Dilma Rousseff"


A mãe da presidente eleita do Brasil continua sua vidinha pacata no bairro São Luís, em Belo Horizonte. Dona Dilma Jane, miúda ao lado de Dilma Rousseff, se refere à filha como "Dilminha". Aos 86 anos, em entrevista por telefone, dona Dilma Jane contou que durante três anos, na década de 70, ela viajou todos os fins de semana para ver a filha no presídio em São Paulo. Tortura era assunto proibido nas visitas. Ao entender o telefonema e ao ser perguntada se era dona Dilma que estava falando, respondeu de pronto: "É a Dilma Rousseff. A verdadeira Dilma Rousseff sou eu, a Dilminha é Dilma Vana".
"Coração de mãe sofre. O meu deve ter sofrido, sim. Campanha não é brincadeira, aguentar todas as mentiras não foi fácil. Mas rezei demais, porque, sem Deus, como é que vamos vencer isso tudo? Rezei para Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Rezei para todos os anjos e santos que nos acompanham"
Dilma Jane, mãe de Dilma Rousseff


Dilma lhe deu muita preocupação?
Dilminha nunca me deu trabalho. Toda filha escuta a mãe. Só não escuta mais quando não precisa. As preocupações começaram quando ela foi defender o país contra a ditadura. Eu não sabia de nada. Só fiquei sabendo quando ela foi presa. Nunca falei nem pedi para ela deixar de fazer as coisas dela. Quando descobri, ela estava naquilo e presa.


Como foi conviver com a filha na prisão?
No primeiro mês, fiquei inteirinho em São Paulo. Mas tive que voltar para Belo Horizonte porque tinha a minha outra filha, que era doente. Depois, durante três anos, eu viajava todo sábado de manhã para São Paulo evoltava no domingo. Eu levava mantimentos para que elas fizessem sua comida. Eu levava queijo, a Dilminha gostava muito. Também levava livros, só os que podia comprar, que eles autorizavam. Romances e livros técnicos.

Como era voltar e deixar a filha presa?

Voltava com o coração partido. Era como um calvário para as mães. Agora passou tudo, ficou pra trás, ela é a presidente do Brasil. Nunca pensei nisso!


Alguma vez viu o corpo da Dilma machucado pela tortura?
Nunca! Eu morreria se visse. Quando a reencontrei, a Dilminha tinha sido torturada por 21 dias. Mas não vão torturar a pessoa e mostrar as marcas para a mãe ver, né? Quando a gente se encontrava, não conversávamos sobre isso. Se ela falasse, eu morria! A Dilma só falou sobre torturas depois. Eu procurava sempre fazer visitas alegres, contava causos da família, coisas que a divertisse, que desse um toque diferente daquilo tudo.

Ficou magoada com a campanha?

Mágoa de jeito nenhum! Isso faz mal. Prefiro falar que acabou, passou. Agora vamos pensar só em coisas boas. Não tem o que fazer! Queriam ganhar com base na calúnia e difamação! Mentira não leva a nada, tanto que perderam. Quiseram botar até o Papa no meio. Não é brincadeira, não. Sobrou até para mim, disseram que eu não era católica. Falaram tanta besteira... Isso é tão simplório. Falar que a Dilminha matava criancinha? Que éisso? Falar uma asneira dessas... Parece que estamos na Idade Média. Amolaram bastante, mas agora estão calados. Não pegou.

O que diz aos que não votaram em Dilma por medo de seu passado de guerrilheira?

Vai me enganar que estão com medo mesmo? A Dilminha não vai bater em ninguém, só trabalhar para ajudar os pobres. Isso é muito bonito. Não precisam ficar com medo de trabalho. O presidente Lula a preparou muito bem para isso. Estou feliz pelo Brasil. O interesse dela é melhorar as coisas para todo mundo. É uma coisa muito bonita que está acontecendo comigo agora.


Encomendou roupa para a posse?
Ah, não. Tem roupa demais guardada aí no guarda-roupa. Estou tão alegre que nem tenho tempo de pensar nisso.

Mas a presidente Dilminha vai tomar posse muito elegante...

Não estou pensando em beleza, só no cargo que ela vai ocupar. A Dilminha vai aparecer como todo presidente deve aparecer, muito bonita.

Para evitar imprensa, petista desiste de praia

Depois de ser flagrada por repórteres na Praia do Patizeiro, a 21 quilômetros do centro de Itacaré, no litoral Sul da Bahia, a presidente eleita Dilma Rousseff fez um passeio de helicóptero pelas praias baianas entre a tarde eo início da noite de sexta-feira, relataram trabalhadores da fazenda do empresário paulista João Paiva, onde Dilma está hospedada desde quarta-feira. De acordo com eles, o helicóptero partiu no sentido Sul do Estado - onde estão, por exemplo, Ilhéus e Porto Seguro. Na manhã de ontem, mais uma vez foi armada a estrutura com toldo e cadeiras para receber a presidente eleita na Praia do Patizeiro. O plano de Dilma era driblar a imprensa. Um dos seguranças esteve na praia e constatou a presença de fotógrafos e cinegrafistas. Tentou persuadi-los, mas diante da negativa, informou que Dilma não iria mais à praia.

Marqueteiro cobra do PSDB dívida de 2006

Enquanto disputava o segundo turno da eleição, como marqueteiro do candidato tucano José Serra, o publicitário Luiz Gonzalez tinha a cabeça dividida. Ele mantinha um olho na campanha e outro na disputa judicial que trava há anos contra o próprio PSDB para receber uma dívida de R$ 18 milhões, em valores corrigidos, que alega ter ficado pendente da campanha presidencial de 2006, disputada por Geraldo Alckmin, derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gonzalez ganhou a causa em março deste ano, mas o PSDB recorreu alegando cerceamento de defesa e irregularidades.



A GAZETA





Mãe de Dilma diz que filha nunca pensou em ser presidente


tem 86 anos, nasceu em Rezende, no estado do Rio. Mas, desde menina, mora em Minas Gerais.
Patricia Poeta conversa com a pessoa que mais conhece a nova presidente do Brasil. Dona Dilma Jane Silva Rousseff, a mãe de Dilma.


Dona Dilma tem 86 anos, nasceu em Rezende, no estado do Rio. Mas, desde menina, mora em Minas Gerais. E foi em Belo Horizonte, cercada de santos, e de dois de seus 11 irmãos, que ela nos recebeu.


Patrícia Poeta: Que tipo de relação a senhora tem com a sua filha?


Dona Dilma: A melhor possível.


Patrícia Poeta: Vocês são muito ligadas?


Dona Dilma: Somos muito ligadas, só que ela não pode dedicar muito tempo a mim. Ela tem muitos compromissos.


Patrícia Poeta: Muitas vezes vocês se falam no telefone?


Dona Dilma: Constantemente.


Patrícia Poeta: Vocês conversam sobre o quê?


Dona Dilma: Sobre tudo.


Patrícia Poeta: Como é que está a vida dela, como é que esta a sua?


Dona Dilma: Não, a particular dela, eu não quero saber. Ela quer conversar outras coisas, contar casos, saber casos de família, sair daquele meio de trabalho que ela está.


Patrícia Poeta: Como é que ela é como filha?


Dona Dilma: Carinhosíssima.


Patrícia Poeta: Cuida da senhora?


Dona Dilma: Muito. Não cuida mais, porque eu não preciso.


Dona Dilma era professora de primário quando se casou com o búlgaro Pedro Rousseff. Deixou de trabalhar para cuidar dos três filhos.


Patrícia Poeta: Que tipo de criança a Dilma foi?


Dona Dilma: Ela foi uma criança muito divertida, ela gostava de muita coisa, ela gostava de história, ela gostava de teatro, de livro.


Patrícia Poeta: Ela falava isso pra senhora ra, que queria ser bailarina?


Dona Dilma: Ela falava que queria ser bailarina. Ás vezes, ela queria dançar, achava bonito.


Patrícia Poeta: Queria ser bailarina?


Dona Dilma: Isso que ela queria ser


Patrícia Poeta: Ela conta isso? E ela fazia aula de balé?


Dona Dilma: Não.


Patrícia Poeta: Nunca fez? Da onde será que ela tirava isso?


Dona Dilma: Da cabeça dela!


Patrícia Poeta: E ela nunca chegou pra senhora e disse que ela gostaria de ser presidente do país?


Dona Dilma: Não


Patrícia Poeta: Ou governar?


Dona Dilma: Não, essa coisa de presidente nunca foi falado, nem pequena, nem mocinha, nem depois de ela já trabalhar, nunca falou que queria ser presidente.


Patrícia Poeta: O que a senhora sentiu quando soube que a sua filha tinha sido eleita?


Dona Dilma: Ah, felicíssima. Eu fiquei tão feliz que aí eu compreendi o que era a felicidade, de tão feliz.


Patrícia Poeta: E depois do anúncio, a senhora falou com ela?


Dona Dilma: Falei.


Patrícia Poeta: Pelo telefone?


Dona Dilma: Falei, rapidinho, mas falei.


Patrícia Poeta: A senhora que ligou pra ela?


Dona Dilma: Ela que ligou pra mim. Só dava pra falar rapidinho, sabe? Não dava pra estender muito, não.


Patrícia Poeta: E ela estava muito feliz?


Dona Dilma: Estava.


Patrícia Poeta: Dona Dilma, vamos falar sobre alguns momentos importantes na vida da Dilma. Por exemplo, ditadura militar. Como é que a senhora acompanhou esse período da vida dela?


Dona Dilma: Esse período pra mim foi muito triste e muito sofrido, um período que eu já esqueci. Já pus uma pedra em cima, nem lembro. Nem quero lembrar.


Patrícia Poeta: Foi um momento muito angustiante pra senhora?


Dona Dilma: Muito, um verdadeiro calvário, mas já passou.


Patrícia Poeta: Outro momento importante também na vida da Dilma, imagino eu, foi quando ela descobriu que estava com câncer.


Dona Dilma: Isso foi outra coisa muito ruim. Essa doença é toda triste e o tratamento é horrível. É um sofrimento mesmo. Ela é vencedora de causas difíceis. Toda coisa difícil ela vence.


Patrícia Poeta: Ela chegou algum momento a chorar na sua frente, preocupada por estar doente?


Dona Dilma: Não dá tempo pra gente ficar chorando, não. Esse negócio de chorar fica muito dramático. Aí você fica vivendo uma vida muito triste. Então, você evita.


Patrícia Poeta: A senhora se segurava também?


Dona Dilma: Ah, tem que se segurar. Não adianta. Se chorar adiantasse, acho que eu chorava o dia inteiro. Mas você põe na cabeça. Menos chorar..


Patrícia Poeta: A Dilma é pulso firme, ela é durona?


Dona Dilma: É. Quando ela vai fazer alguma coisa, ela faz bem feito. E naturalmente ela fazendo perfeito, ela quer que todo mundo, quando vai fazer alguma coisa, faça aquela coisa conforme foi combinado.


Patrícia Poeta: E ela é brava?


Dona Dilma: Não.


Patrícia Poeta: Não fica brava de vez em quando?


Dona Dilma: Pode ficar. Quem é que não fica bravo?


Patrícia Poeta: Nesses últimos meses, a Dilma mudou bastante o visual, fez plástica, mudou o corte de cabelo, tirou a sobrancelha. O que a senhora achou dessas mudanças?


Dona Dilma: Eu acho normal, porque toda mulher muda de penteado, muda de cabelo, muda de tudo.


Patrícia Poeta: A senhora aprovou?


Dona Dilma: Eu não aprovo, nem desaprovo. Ela que tem que aprovar.


Patrícia Poeta: Conhecendo a sua filha, como mãe, qual é a chance de a gente ter um primeiro-marido da nação? Da sua filha ter um novo marido?


Dona Dilma: Marido? Ah, isso eu não sei, não. Marido é coisa muito complicada. Marido cada um sabe de si.


Patrícia Poeta: Ela fala com a senhora sobre isso ou não?


Dona Dilma: Nem eu com ela.


Patrícia Poeta: Dona Dilma, como é que vai ser a sua vida a partir de agora? O que vocês combinaram?


Dona Dilma: A minha vida vai ser igualzinha ela foi. Não tem mudança nenhuma. Ela vai ser, eu vou curtir muito.


Patrícia Poeta: A senhora vai morar onde? Aqui em Minas, em Brasília?


Dona Dilma: Eu vou morar com ela.


Patrícia Poeta: Em Brasília?


Dona Dilma: Um pouco. Mais tempo com ela.


Patrícia Poeta: Como é que a senhora imagina que vai ser a sua vida lá no palácio nesses próximos anos?


Dona Dilma: Acho que vai ser como é que era aqui mesmo, porque eu não sou presidente, mas eu vou me divertir, vou conhecer o Torto, vou distrair na hora que eu quiser, ver cinema.
Patrícia Poeta: Ficar com ela?


Dona Dilma: Bom, com ela eu não vou garantir muito, não. Porque esse negócio de ficar com a filha já era, porque ela tem outras obrigações. Esse negócio de ficar mãe atrás de filha toda hora atrapalhando, eu acho que não é muito certo, não.


Patrícia Poeta: Dona Dilma, obrigada por me receber aqui na sua casa. Quem sabe nosso próximo encontro não vai ser lá no Palácio da Alvorada. A senhora vai me receber lá?


Dona Dilma: Vou com muito carinho.

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