sexta-feira, 16 de março de 2012

Próstata. Exame do toque retal


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Toque Retal

Apesar da inibição ou vergonha a qual está associado, o toque retal constitui,isoladamente, um dos mais valiosos recursos propedêuticos de que dispõe o médico.Constituem condições fundamentais para o exame: o posicionamento correto dopaciente, a lubrificação abundante e a introdução digital suave. Deve-se usarpreferencialmente luvas, comuns ou descartáveis, e o uso de dedos são cada vezmenores.O exame pode ser realizado com o paciente em três posições distintas:
→ Posição de Sims ou lateral esquerda, mantendo-se o membro inferioresquerdo em semi-extensão e o direito flexionado.
→ Posição genupeitoral ou em decúbito ventral: é a mais adequada,preferida pela maioria dos examinadores.
→ Posição de decúbito supino, na qual o paciente fica semi-sentado com aspernas flexionadas, e o examinador passa o antebraço por baixo da suacoxa; é indicada sobretudo nos enfermos em condições gerais precárias.



Antes do exame, o paciente deverá esvaziar a bexiga o máximo que puder; sepossível, o médico deverá acompanhá-lo para observar o jato urinário. Logo emseguida, palpa-se e percute-se a bexiga para verificar se existe urina residual aumentada.Além disso, é necessário inspecionar cuidadosamente a região anoperineal,examinando-se a pele em volta do ânus em busca de sinais inflamatórios, alteraçõesprovocadas pelo ato de coçar, fissuras, pertuitos fistulosos, condilomas e abscessos. Ainspeção do orifício anal pode revelar a presença de mamilos hemorroidários.Antes de proceder ao toque retal, o paciente deverá ser informado sobre oque se vai fazer (incluso quanto à possibilidade de, durante o exame, sentir a sensaçãode estar evacuando). O médico, então, posiciona-se à sua esquerda e pede para que elerelaxe o máximo que puder. Expõe-se o ânus com o dedo indicador e polegar da mãoesquerda, coloca-se a polpa do indicador direito sobre a margem anal e faz-se umacompressão continuada e firme para baixo, com o intuito de relaxar o esfíncter externo.Em seguida, introduz-se o dedo, lenta e suavemente, por meio de movimentosrotatórios, e observa-se o tônus esfincteriano anal.

As estruturas a serem examinadas durante o toque retal são as seguintes:

a. parede anterior, através da qual se avaliam a próstata, as vesículas seminais e ofundo de saco vesicorretal;

b. parede lateral esquerda;

c. parede lateral direita;

d.parede posterior (sacro e cóccix);

e. para cima (até onde alcançar o dedo).

No exame da próstata, as características semiológicas a analisar são otamanho, a consistência, a superfície, os contornos, os sulcos medianos e a mobilidadeda glândula. A próstata normal é palpável na parede anterior do reto como uma estruturaem forma de coração (pirâmida invertida), com a base voltada para cima e o vértice parabaixo. Separando os lobos laterais da próstata, encontra-se o sulco mediano (septovertical ou sulco interlobular). Em condições normais, a próstata tem o tamanho de umacastanha grande, é regular, simétrica, depressível, apresenta superfície lisa, consistênciaelástica (similar a de borracha), contorno precisos, e mobilidade discreta

Dentre as afecções que podem ser diagnosticas pelo toque retal, destacam-se:fissura anal, fístula anorretal, hemorróidas internas, relaxamento esfincteriano(associado à senilidade, tabes dorsalis e lesões medulares), estenoses retais (congênita,linfogranulomatosa, inguinal ou senil), abscesso anorretal, pólipos, neoplasias benignase malignas, etc


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