terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O que o brasileiro pensa sobre sexo


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O que o brasileiro pensa sobre sexo 

A masturbação é frequente para 38%. E, mesmo tendo parceiro fixo, 36% sentem desejo de ir para a cama com outra pessoa. Além disso, a internet é muito usada para encontrar parceiros. Confira! 

Atração por outros mesmo tendo parceiro 

36% Veem outras pessoas e sentem atração sexual por elas, mas só transam com seus parceiros fixos
33% Até acham outras pessoas bonitas e atraentes, mas não sentem atração sexual por elas
23% Se perceberem que uma pessoa atraente está dando 
chance, vai para a cama mesmo tendo parceiro fixo

Sexo com hora marcada 

58% Acreditam que não existe sexo com hora marcada. Não fazem todos os dias, mas sempre que possível
28% Praticam, em geral, na sexta, sábado ou domingo

Sexo com alguém que conheceu na internet 

36% Já saíram e acharam ótimo
27% Nunca foram, mas têm nada contra. Acreditam que não importa onde você conheceu a pessoa
26% Não acreditam que relacionamentos que começaram na internet possam dar certo 

Frequência da masturbação 

38% Se masturbam com frequência, gostam muito e acreditam que faz bem
20% Raramente se masturbam
16% Se masturbam muito, várias vezes por dia
12% Nunca se masturbam

Tempo de duração na transa 

46% Não marcam tempo. Um dia é "rapidinha", e em outro, "demoradinha"
21% Acreditam que de 15 a 30 minutos é tempo suficiente para sentir prazer

15% Acreditam que a transa tem que durar mais de 30 minutos

Sexo romântico ou selvagem 

69% Acreditam que é bom variar. Em alguns dias, é mais calminho, e em outros, mais selvagem
16% Gostam de sexo calmo e romântico, sem pressa nem brutalidade 
14% Gostam de sexo selvagem, com pegada

satisfação com a vida sexual 

40% Avaliam que não é uma maravilha, mas é melhor que não ter vida sexual nenhuma
28% Não sabem o que é ter vida sexual
15% Se consideram satisfeitos
10% Se consideram muito satisfeitos

Minientrevista 

"Conhecer o próprio corpo é receita para aumentar o prazer " 
Carla Cecarello , psicóloga e sexóloga 

A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello afirma que os brasileiros valorizam o trabalho, o lazer, mas levam a vida sexual como dá.

Por que saber mais sobre o comportamento sexual do brasileiro? 
Hoje as pessoas são muito carentes de informações nesse sentido. É importante que elas saibam que não são as únicas e que outros têm problemas e dúvidas parecidas. Assim, elas se sentem encorajadas a procurar ajuda.

Surpreendeu o fato de 68% dos entrevistados estarem insatisfeitos com a vida sexual? 

Não é novidade. Infelizmente as pessoas não consideram o sexo importante. Valorizam o trabalho, o lazer, mas vão levando a vida sexual como dá. Isso acontece mais nos relacionamentos estáveis. Os casais não têm diálogo, não falam um para o outro o que está ruim na relação, e não tentam melhorar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o sexo é um dos quatro pilares importantes para a qualidade de vida, assim como trabalho, família e lazer. É preciso equilíbrio entre eles.

A masturbação traz algum benefício? 

Tem muito mito em torno da masturbação. As pessoas pensam que, se estão casadas ou num relacionamento estável, não precisam se masturbar, até porque o parceiro costuma entender que é uma forma de traição. Isso não é verdade. A masturbação ajuda a pessoa a conhecer melhor o próprio corpo, reconhecer suas sensações e, com isso, pedir para o outro o que gosta e com que intensidade. A masturbação pode ser mútua, um pode masturbar o outro. O ruim é quando se torna compulsivo, o que, segundo a OMS, acontece quando a pessoa se masturba três vezes ao dia, todo dia.

Por que algumas pessoas, mesmo tendo parceiro fixo, sentem desejo de ter relações com outra? 

É possível achar uma pessoa bonita e atraente sem sentir tesão e desejo. É até uma forma de mostrar que se está vivo e ligado em sexo. Já as pessoas que responderam que podem achar outras atraentes e sentir desejo de levá-las para a cama devem estar com conflito na relação que têm. Ela não vai porque não tem coragem, mantém todo um tradicionalismo em seus valores morais, mas não chega às vias de fato. Essa pessoa tem que investir na sua relação. Com diálogo ou com ajuda profissional. 

Muitas pessoas mostraram que marcam o tempo de duração da relação sexual. Isso é ruim? 

Claro. Não tem que ficar olhando no relógio. Provavelmente, quem faz com menos de 10 minutos tem problema. Ou de atingir o orgasmo, no caso da mulher, ou de ejaculação precoce, no caso do homem. É ruim porque não deve haver nem preliminares.

Qual a principal conclusão? 
O comportamento sexual do brasileiro precisa melhorar. Ele tem que buscar alternativas para melhorar seus relacionamentos e ter mais qualidade de vida. Existe um desequilíbrio. Ele deve estar trabalhando demais e ter pouca informação. O brasileiro busca muito seus parceiros na internet. Talvez seja mais rápido e, para alguns, até mais seguro, já que não precisam se expor.

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