segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

China quer bancar ferrovia na Colômbia para rivalizar com Canal do Panamá, diz ‘FT’


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Nova ligação pretende rivalizar com o Canal do Panamá, aberto em 1914

A China está em negociações com a Colômbia para a construção de uma ligação ferroviária interoceânica que rivalize com o Canal do Panamá no transporte de cargas entre o Atlântico e o Pacífico, segundo afirma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo diário econômico Financial Times.

De acordo com a reportagem, principal manchete do jornal, o governo colombiano espera que o acordo com a China pressione os Estados Unidos a acelerarem a aprovação no Congresso de um acordo de livre comércio com a Colômbia, assinado há quatro anos.

Segundo o Financial Times, a negociação para a ligação ferroviária “é o último exemplo da crescente oferta de crédito da China ao mundo em desenvolvimento, como evidenciado pelo fato de que os bancos chineses terem emprestado mais aos países em desenvolvimento do que o Banco Mundial nos últimos dois anos”.

A reportagem afirma que o novo “canal seco” teria 220 quilômetros de comprimento e ligaria o Pacífico a uma nova cidade próxima a Cartagena, na costa atlântica, onde produtos importados da China seriam montados para a reexportação a outros países das Américas.

No caminho de volta, os trens levariam matérias primas colombianas ao Pacífico para serem embarcadas à China.

Viabilidade econômica

O jornal observa que os dois países também estão em negociações avançadas para uma rede ferroviária de 791 quilômetros e a expansão do porto de Buenaventura, no Pacífico.

O projeto, financiado pelo China Development Bank (o banco estatal de fomento chinês), serviria prioritariamente para o transporte de carvão mineral para a China.

Em uma análise sobre as negociações entre China e Colômbia, o Financial Times observa que já existe uma outra ligação ferroviária entre os dois oceanos, no Panamá, construída 59 anos antes da abertura do canal.

Para o jornal, para se mostrar competitiva e economicamente viável, a nova ligação precisa ser mais barata e mais rápida que suas concorrentes.

BBC Brasil

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