terça-feira, 23 de novembro de 2010

Angela Maria mostra toda a sua classe em DVD da série 'Grandes nomes'


TV's LCD, Home Theater, Celulares, Som Portátil
RIO - Foi há 30 anos. Bonita, elegante, à frente de uma orquestra de 30 músicos e cercada por um cenário de muito bom gosto, Angela Maria teve a sua vez na série "Grandes nomes", produzida por Daniel Filho para a TV Globo. Bons tempos aqueles, em que a principal televisão do país abria espaço para a Música Popular Brasileira, fora das disputas festivalescas. Hoje, Abelim Maria da Cunha não teria chance igual para cantar seus antigos sucessos e tentar coisas novas.

A atenção que a Globo dava à música popular em 1980 está, não só na grande orquestra, mas também na equipe de arranjadores arregimentada por Guto Graça Melo. Um deles, o Maestro Cipó, incumbe-se também de reger as 17 canções do repertório. O roteiro, de Daniel, Guto e Luiz Carlos Maciel, abre com voz em off falando de paixão, amor, separação, tristeza, solidão, os temas das canções mais antigas, como "Orgulho", "Fósforo queimado","Recusa" e "Vida de bailarina". Tem, como preciosa inserção, Elis Regina falando de sua dívida com Angela Maria: "Devo minha carreira a ela." Elis confessa tê-la imitado quando começou a cantar e reconhece muito dela em suas interpretações da época.

Há canções novas entre as escolhidas para o programa. Gonzaguinha está representado por "Grito de alerta" e "Apenas uma mulher". Ângela Ro Ro é outra inserção. Aproveita para mostrar a xará em duas de suas canções, "compositora iniciante" que era. Participação mais longa que o necessário. Já a de João Bosco foi perfeita. Provou que, grande cantora, Angela podia cantar o que quisesse, de "Quem será", de Dalva de Oliveira, a "Miss Suéter", do próprio Bosco com letra de Aldir Blanc.
O Globo

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