terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ronaldo Fenômeno sai da posição de atacante para a de presidente e sócio de empresa de marketing esportivo


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Ronaldo Fenômeno sai da posição de atacante para a de presidente e sócio da empresa de marketing esportivo batizada com o número de sua camisa, 9ine, que integra o maior conglomerado global de propaganda e serviços de marketing, o inglês WPP. O contrato foi assinado na sexta-feira.

Jonne Roriz / AE
É uma mudança e tanto na vida do craque que, embora reconheça limitações para o cargo, quer repetir no mundo corporativo o sucesso obtido no futebol. "Tenho muito a aprender, mas vou ser muito bom."

Quando instigado sobre o quão bom quer ser, responde que poderá ocupar o lugar de Sir Martin Sorrell, o homem que ergueu e preside o WPP, que reúne mais de cem empresas, tem 2.400 escritórios em 107 países, emprega 138 mil pessoas e teve receita de £ 8,7 bilhões em 2009.

Ronaldo Luiz Nazário de Lima começa numa empresa com 12 funcionários que vai promover eventos esportivos, ajudar marcas, nomear estádios e gerenciar carreiras de jogadores. A expectativa inicial de receita é de R$ 40 milhões em 2014.

A partir de quando você assume a rotina de executivo?

A partir de 2011 vou dar dedicação integral à empresa. Agora, o futebol continua a ser a minha prioridade. Essa empresa foi bolada para aproveitar todo aquecimento que o Brasil está vivendo, assim como os possíveis negócios que estão por vir em véspera de Copa do Mundo (2014) e Olimpíada (2016). A gente quer entrar nesse mercado do marketing esportivo para concorrer e dominar. Foi algo pensado para eu construir uma carreira pós-futebol. Pretendo ser bem ativo, participando com ideias e projetos. Veja que, mesmo sem a empresa estar estruturada, grandes marcas já procuraram os nossos serviços.

Como surgiu a proposta?

Começou com a constatação de que o futebol é muito mal assessorado no Brasil. Vi que há uma grande possibilidade de fazer algo decente e direito, oferecendo estrutura para os negócios nessa área, principalmente para atletas e clubes que não conseguem se organizar e precisam de orientação. Toda a conversa começou numa pizza na casa do Faustão (apresentador da Rede Globo), que me apresentou ao Sérgio Amado (presidente da Ogilvy) e ao Fernando Musa (diretor geral da Ogilvy). Começamos ali a conversar sobre várias possibilidades, fomos pondo as ideias no papel e hoje assinamos a abertura da empresa, que tem sede no Alto de Pinheiros. Em breve, vamos anunciar o nome dos diretores que vão trabalhar comigo. Um deles será o Marcus Buaiz (marido da cantora Wanessa e amigo de Ronaldo).

Quantos contratos publicitários você tem atualmente?

Tenho contrato com Nike, AmBev, Claro e Vale. A melhor relação é com AmBev. Com a Nike já vivi situações desagradáveis. Em 2000, sofri lesões que me tiraram de campo por um ano, e como havia uma cláusula que permitia a redução à metade do valor do contrato, assim foi feito sem nenhum drama. Novamente em 2007 aconteceu algo similar. Com a AmBev, apesar de existir a mesma cláusula, nunca se fez uso dela.

Você vai adotar essa postura como executivo?

Tenho sócios e vamos ver como tratar essa questão. Mas temos que levar em conta a relação humana.

Como você se vende?

A situação é igual a como se vende um produto. Eu me vendo bastante bem. Na verdade, não é o que você diz, mas o que o povo diz a seu respeito. Tudo depende da credibilidade e do carisma que você tem com o público. Na hora de negociar, o cliente leva em consideração a relação que você tem com o consumidor. Eu estou bem nas pesquisas. Na última, da própria WPP, apareço entre os primeiros em vários dos itens.

Como a 9ine vai assessorar atletas?

Mesmo hoje o jogador de futebol ainda não tem opção de fazer as coisas de forma legal. Há clubes que fazem manobras, como pagar o profissional pelo caixa dois, o que lesa o atleta, já que esse pagamento fora do contrato desaparece. Vamos oferecer serviços para que os jogadores tenham a assessoria devida para ficar tranquilos para jogar. Assessorar jogadores vai me dar muito prazer.

Você participa de um fundo de investidores para negociação de jogadores?

Não, mas fui procurando recentemente por alguns bancos privados oferecendo uma participação num projeto do gênero. A gente está pensando em fazer isso através da empresa. É um grande mercado esse de compra e venda de jogadores. Veja o caso de Neymar, jogador de 18 anos comprado por US$ 50 mil e que o Santos recusou 40 milhões pelo passe dele.

estadao.com.br

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