quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Empresário de Colatina é assassinado a tiro em Maceió


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O empresário do ramo de café Luiz Fernando Mattedi Tomazi, 41 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça, em Maceió, Alagoas, na noite de terça-feira. Ele é de Colatina, Norte do Espírito Santo, e estava morando no Nordeste desde março. A principal hipótese investigada pela Polícia Civil é a de crime de mando.

O empresário era um dos 71 empresários de café envolvidos na Operação Broca, deflagrada no dia 1º de junho. Todos são processados por crimes como formação de quadrilha, estelionato qualificado e falsidade ideológica.

Luiz Fernando teria sido rendido por supostos assaltantes quando estava em seu carro, um Citroën preto, com placas de Colatina, que era guiado por sua esposa, Hornella Giurizatti. O casal teria sido abordado em Cruz das Almas, e o homicídio ocorreu na Avenida Leste/Oeste.

Segundo a polícia de Alagoas, a mulher da vítima prestou depoimento por mais de 12 horas na Delegacia do 9º Distrito Policial, em Maceió, onde o crime está sendo investigado, e apresentou duas versões para o crime. Para o chefe de operações do 9º Distrito, Themildo Duarte, Hornella entrou em contradições durante o seu depoimento, e a sua participação no crime não pode ser descartada.

Na primeira, a mulher disse que ela e o marido estavam em frente a uma faculdade - perto da Ladeira do Óleo -, quando dois homens entraram no veículo e mandaram que saíssem do local. Na segunda versão, Hornella afirmou que dois veículos pretos, modelo Blazer, teriam emparelhado com o Citroën em um semáforo. Dois homens teriam descido e entrado no carro do casal.

Policiais civis afirmaram não acreditar nessa hipótese, já que, segundo eles, pela experiência profissional, dificilmente os assassinos usariam carros iguais para o serviço.

Hornella disse que uma possível motivação para o crime seria o fato de o empresário ter deixado uma firma em aberto no Espírito Santo.

Operação Broca
Luiz Fernando foi um dos 71 empresários de café denunciados na Operação Broca pelo Ministério Público Federal por crimes como formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica. A denúncia foi aceita pela Justiça Federal no dia 28 de julho, mas o anúncio só foi feito à imprensa na noite de terça-feira.

A Operação Broca foi deflagrada em 1º de junho deste ano. Em conjunto com Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público, a ação desmontou um esquema de obtenção de vantagens tributárias ilícitas por parte de empresas de exportação e torrefação de café. A fraude resultou em um prejuízo aos cofres públicos superior a R$ 400 milhões. Foram cumpridos 32 mandados de prisão.

O enterro do empresário deve ocorrer hoje, em Colatina. A previsão é que o corpo chegue a Vitória por volta das 9h30 de hoje. (Com informações do portal gazetaweb.com, de Alagoas)

Polícia desconfia de versões apresentadas

A maneira como o corpo de Luiz Fernando Mattedi Tomazi foi encontrado chamou a atenção da polícia. Ele estava com cinto de segurança, pernas cruzadas, e, aparentemente, bem à vontade, como se os criminosos fossem conhecidos.

Segundo a polícia, a esposa da vítima, Hornella Giurizatti, disse que "os assassinos que estavam no banco traseiro deram um tiro na cabeça da vítima, dizendo que ele havia falado demais".

Mas, para o cabo Bezerra, um dos militares que atenderam à ocorrência, a maneira como ele se encontrava não demonstra que ele tenha passado por alguma situação de aflição.

À polícia, a esposa do empresário teria dito, ainda, que o marido chegou a atender a uma ligação durante o suposto sequestro, e que o celular estava no colo dela. "Isso é estranho porque a primeira coisa que os bandidos fazem é retirar os telefones das vítimas", frisou o chefe de Operações do 9º Distrito Policial de Jacintinho, Themildo Duarte.

A polícia também estranhou o fato de a mulher não ter feito qualquer sinal ao passar em frente ao Quartel da PM, já que em frente à sede há um quebra-molas que obriga os motoristas a reduzir a velocidade. Ela alegou que estava sob a mira de um revólver, por isso não teve qualquer iniciativa.

Vítima morava em bairro de classe média

Segundo informações da Polícia Civil de Alagoas, o empresário Luiz Fernando Mattedi Tomazi, de 41, assassinado a tiro em Maceió, Alagoas, estava morando com a mulher e a filha, de 8 anos, em uma casa de praia alugada. O imóvel fica localizado no bairro Garça Torta - nas proximidades de Riacho Doce - região litorânea de classe média. Ele residia no andar superior do imóvel. Já um amigo morava no térreo.

Dor
"Foi uma crueldade muito grande. Uma covardia. Ele não merecia isso"

Abalado com a situação, o sócio e amigo de Fernando Mattedi, Emerson Raposo Cogo, contou que a vítima e a família foram morar na casa dele em Maceió, em março deste ano. Emerson disse que Mattedi queria deixar a atividade cafeeira e investir em outro negócio. Os dois estavam montando uma empresa de comércio exterior.

Por que o empresário colatinense foi morar em Maceió?
Eu já morava em Maceió havia seis anos e estava em Colatina em visita aos meus pais, quando fui procurado por Fernando. Ele disse que queria sair de Colatina e também mudar de atividade. A gente se conhecia desde a década de 1990, e trabalhamos juntos na Prefeitura de Colatina.

Ele saiu daqui por causa da Operação Broca?
Ele tinha certa preocupação em relação a isso. Fernando tinha uma empresa de café em Colatina que estava envolvida na Operação Broca. Mas ele estava na delação premiada, contribuiu com as investigações e não chegou a ser preso. Quando a ação foi deflagrada, ele estava dentro da minha casa.

Você acredita que a morte dele tem ligação com a Operação Broca?
Prefiro acreditar que não. A maioria é de pessoas de bem, que conhecemos. Foi uma crueldade muito grande. Uma covardia. Ele não merecia isso.

O que ele estava fazendo em Maceió?
Estávamos montando uma empresa em sociedade. Seria uma empresa de comércio exterior, importação e exportação de alimentos e bebidas. Ele não queria que as pessoas soubessem onde ele estava, mas estava
feliz com a mudança e com grande perspectiva de crescimento. 




A GAZETA

Anna Paula Mill e Viviane Carneiro

Um comentário:

  1. O socio agora esta preso, acusado de ter armado todo o esquema com os traficantes, que eram todos conhecidos dele. E ainda teve coragem de ir ao funeral, chorar pelo morto.

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