segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Emo é um gay que gosta de rock? Morram de rir com o vídeo!


TV's LCD, Home Theater, Celulares, Som Portátil


O jeito Emo de ser e se vestir

Munhequeira, franja caída no rosto, alargador, piercing na boca, colar de bolinhas ou dadinhos, gravatinha, Adidas, roupas pretas, mistura de delicados lacinhos no cabelo com as ousadas meias “arrastão”.


Provavelmente você já deve ter visto ou conhece alguém que se veste assim. Eles são uma tribo urbana chamada Emo. Eles se autodefinem como carinhosos, sensíveis, pessoas calmas que não gostam de briga e querem apenas amar e serem amados.


Os chamados “emos” têm geralmente entre 12 e 20 anos, estão presentes por todo o Brasil e geralmente fazem amizades pela internet. No site de relacionamentos Orkut, por exemplo, existem diversas comunidades como Emo sim!!Algo contra?!, -estilo emo de se vestir- entre outras.


Para Walter Oliveira Rodrigues, 16 anos, o principal para quem curte o estilo emo é ser uma pessoa de comportamento carinhoso, que não gosta de brigas e só quer a paz do mundo. Apesar disso, Walter afirma que sofrem muito preconceito. “Todos os estilos deveriam ser respeitados, assim como o emocore. Cada um tem seu estilo. Ficar criticando os outros é uma grande palhaçada”, diz o adolescente.


O emocore ou também conhecido como hard core melódico, para quem não sabe o que significa, é um estilo musical que mistura batidas fortes como no rock, com letras mais trabalhadas, que em muitas vezes trazem sentimentos expressos. Os próprios jovens vinculam bandas como o NXZero, Forfun, CPM22 e Ramirez como bandas Emo.


Apesar de ficarem muito felizes com todo o carinho do público, os componentes dessas bandas não acham que o grupo se classifique em uma tribo urbana. Danilo Cutrim, 24 anos, guitarrista e vocalista da banda Forfun, afirma que as letras têm sentimentos sim, mas não existe um público específico.


“Fazemos música para quem gosta de música. Emoção está sim presente em todas as nossas músicas, mas acho que não dá pra rotular como Emo”, diz Danilo. “Os títulos e rótulos são necessários para se identificar mais facilmente uma banda, mas acho o que temos em comum com o CPM22, o NXZero e os outros grupos chamados de emo é que todos fazemos música e só”, acrescenta o guitarrista.


Daniel Weksler, 20 anos, baterista do NXZero também concorda. “Se uma banda se veste toda de preto e faz canções tristes as pessoas nem sabem mais se é gótico ou emo ou death metal”, fala. “Não importa quantos anos você tem, nem do que gosta ou deixa de gostar, se você se sentir tocado pelo som seja bem-vindo”, complementa.


A dica para quem quer encontrar essa turma é passear principalmente nos shoppings da cidade e também visitar os fotologs na internet. “A gente costuma conhecer outras pessoas pela própria internet, mas para sair a gente vai mesmo aos shoppings e aproveita pra conversar e até mesmo arrumar namorado, como no meu caso”, conta a mineira Mari Lopes, 14 anos, namorada de Walter, 16 anos, que também curte o estilo emo.


Para quem mora em São Paulo, os emos costumam bater cartão na Galeria do Rock, Galeria Ouro Fino e também na balada chamada Hangar 110.


Redação Terra

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